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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
Lesões dos Ligamentos Colaterais dos Joelhos PDF Imprimir E-mail

Escrito por  Dr. Luciano Ramires


Ligamentos Colaterais

Estes são encontrados nos lados do Joelho. O ligamento colateral medial (LCM) conecta o fêmur à tíbia. O ligamento colateral lateral (LCL) conecta o fêmur ao osso menor da perna (fíbula). Os ligamentos colaterais controlam os movimentos laterais do joelho.

Descrição

O joelho depende apenas destes ligamentos e da musculatura ao seu redor. Por esse motivo, ele é facilmente lesionado. Qualquer trauma direto sobre o joelho, ou uma mudança de direção brusca, pode lesionar o joelho.

As lesões ligamentares são classificadas em graus, conforme a gravidade.

Grau 1 – O ligamento é levemente danificado. Apenas levemente estirado, mas ainda capaz de manter a estabilidade da articulação.

Grau 2 – estira o ligamento até um ponto em que ele se torna afrouxado. Normalmente ocorre uma ruptura parcial das fibras do ligamento.

Grau 3 – Muito comumente se refere a uma ruptura completa do ligamento. Ele é separado em duas partes, e a articulação se torna instável.

O LCM é mais freqüentemente lesionado do que o LCL. Devido a uma anatomia mais complexa do lado lateral, a lesão do LCL comumente está associada à lesão de outras estruturas da articulação, ao mesmo tempo.

Causas

Lesões dos ligamentos colaterais são usualmente causadas por uma força lateral no joelho. Normalmente são lesões de contato, mas nem sempre.

Ruptura do ligamento colateral medial freqüentemente ocorre como resultado de um trauma direto no lado lateral do joelho. O contrário ocorre com o LCL.

Sintomas

A dor ocorre sobre o ligamento afetado, no lado medial quando a lesão for do LCM, ou do lateral nas lesões do LCL.
Edema (inchaço) sobre o lado afetado.
Instabilidade – sensação de falseio.
Exame Médico
Exame físico e história do paciente

Na consulta o importante é saber o mecanismo da lesão, como ela ocorreu. Durante o exame físico, deve-se verificar todas as estruturas do joelho, e comparar com o outro joelho. Muitas lesões ligamentares podem ser diagnosticadas apenas com o exame físico do joelho.

Testes de Imagem

Outros testes que podem ajudar o médico no diagnóstico são:
Raios-X – Embora eles não demonstrem qualquer lesão nos ligamentos colaterais, eles podem mostrar fraturas associadas.
Ressonância Magnética – Este exame mostra melhores imagens dos tecidos moles, como os ligamentos colaterais.

Tratamento

Lesões ao LCM raramente necessitam cirurgia. Se a lesão ocorrer apenas no LCL, o tratamento será similar à lesão do LCM. Mas se a lesão do LCL envolver outras estruturas do joelho, o tratamento terá que visar estas lesões, também.

Tratamento Não-cirúrgico

Gelo – é importante no processo de cicatrização. O ideal é picar o gelo e aplicar diretamente sobre a área afetada por 15 a 20 minutos, com pelo menos 1 hora de intervalo entre as sessões. Os produtos de gel, não devem ser aplicados diretamente sobre a pele, e não são tão efetivos.

Joelheiras – o joelho deve ser protegido do movimento lateral que causou a lesão. Pode, também, ser necessário modificar as atividades diárias para evitar movimentos de risco. Além da joelheira pode ser necessário o uso de muletas para evitar esforço ao caminhar.

Fisioterapia – devem-se realizar exercícios de fortalecimento, para que ocorra a reabilitação da função da articulação, e recuperar a força da musculatura que ajuda a proteger o joelho.

Tratamento Cirúrgico

A maioria das lesões isoladas dos ligamentos colaterais é tratada com sucesso sem cirurgia. Se o ligamento é rompido de maneira que a recuperação não pode ser alcançada ou se há lesão associada de outro ligamento, pode ser necessária a cirurgia para o reparo ligamentar.

Retorno ao Esporte

Após a recuperação da mobilidade da articulação e do caminhar normal, deve-se evoluir para uma recuperação funcional, que envolve uma recuperação muscular.

A recuperação da força entre 80 e 90% da força da perna contralateral, é fundamental para a liberação gradual ao esporte, com corridas e exercícios específicos de cada esporte, antes de retornar à prática esportiva normal.

 

Fonte: http://tenisshow.clicrbs.com.br/colunistas_det.php?colunista=169

 

 

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