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A Clínica

A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.

 
Fontes Energéticas para a Atividade Física PDF Imprimir E-mail

Prof. Benito Olmos

Para que o trabalho muscular seja executado dentro das diferentes atividades físicas é preciso que ocorra o fornecimento da energia necessária a este objetivo. Esta energia é obtida através da quebra de substâncias que estão armazenadas na musculatura em reações que utilizam o oxigênio para sua ocorrência (reações aeróbias) e, em reações que ocorrem sem a presença do oxigênio (reações anaeróbias).

O objetivo básico destas reações é promover a síntese do ATP (adenosina trifosfato) que é a molécula que fornece a energia para todos os processos biológicos existentes dentro do organismo. A dissociação do ATP em ADP (adenosina difosfato) mais uma molécula de fosfato inorgânico (Pi), libera através desta reação a energia necessária ao processo de contração muscular.

 

 

 

Porém os estoques de ATP muscular têm um limite e para que o trabalho muscular possa continuar é necessário a ocorrência da síntese de moléculas de ATP. Esta reação necessitará de energia para promover a ligação do ADP com Pi, formando assim uma molécula de ATP. As substâncias que fornecem a energia a síntese do ATP são respectivamente: a fosfocreatina (PC), a glicose e os ácidos graxos (gorduras).

As reações que utilizam a energia advinda da fosfocreatina (PC) para a síntese do ATP, têm sua ocorrência limitada em esforços máximos com duração de até 10 segundos aproximadamente, onde não haverá a necessidade da presença de oxigênio para a ocorrência destas reações, recebendo estas a denominação de anaeróbias aláticas. O termo alático decorre da não formação de ácido lático durante a ocorrência destas reações, sendo o fator limitante a duração destes tipos de esforço, as quantidades de fosfocreatina que estão armazenadas na musculatura.

Os esforços que se enquadram neste metabolismo são aqueles de curta duração e extrema intensidade, tais como os levantamentos, os arremessos e as corridas de curta duração. Já as reações que utilizam a energia proveniente da quebra da glicose à síntese do ATP, podem ocorrer na presença de ou não de oxigênio.

Quando estas reações ocorrem sem a utilização de oxigênio, recebem a denominação de glicólise anaeróbia, ocorrendo neste caso a formação do ácido lático, que em conjunto com as reservas de glicose orgânicas, irá determinar o limite de duração destas reações, que geralmente representam a maior parte da energia gerada em esforços de duração entre 10 segundos a 3 minutos.

Após a fase anaeróbia, a glicólise entre em uma fase aeróbia onde a produção de energia a partir das moléculas de glicose ocorre consumindo oxigênio, caso a intensidade do esforço seja adequada e permita a prolongação de sua duração por mais de 3 minutos. Os esforços que utilizam a glicólise aeróbia como principal fonte energética, têm duração superior a 3 minutos e, dependerão basicamente das reservas de glicose orgânica e da capacidade de absorção de oxigênio para sua manutenção.

Outra forma de fornecimento de energia através de reações aeróbias é a oxidação dos ácidos graxos, que são derivados das gorduras estocadas no organismo. Este processo é conhecido como "beta-oxidação" e produz maiores quantidades de energia que os outros processos, porém a liberação desta energia ocorre de forma mais lenta.

Analisando os sistemas energéticos concluímos que os sistemas que utilizam a glicose para o fornecimento de energia são os mais utilizados dentro das atividades físicas em âmbito esportivo, devido a alta intensidade exigida pelos esforços atléticos. Isto implica na adoção de uma dieta rica em carboidratos, já que a glicose é obtida através da metabolização destes nutrientes, e esta dieta permitirá a maximização da performance esportiva.

Porém, na maioria dos casos os atletas não consumem as quantidades adequadas de carboidratos, o que diminui suas capacidades de performance e treinamento, além de permitir a ocorrência de síndromes de estresse ao treinamento, onde o atleta atinge o esgotamento físico e psicológico em decorrência de baixas reservas energéticas.

O conhecimento do funcionamento fisiológico dos sistemas energéticos, mostra-se então de vital importância, não só para a escolha dos conteúdos de treinamento que utilizem os mesmos sistemas energéticos do esporte em questão, mas também para a compreensão e confecção de dietas adequadas à realidade esportiva.


O Prof. Benito Daniel Olmos Hernandes Jr. é Diretor Técnico-Científico da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação, Bacharel em Educação Física pela Univ. Estadual de Campinas-SP (Unicamp) e autor do livro Musculação: Montagem da Academia, Gerenciamento de Pessoal, Prescrição do Treinamento.
Homepage: www.correionet.com.br/~bdolmos
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