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A Clínica
A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.
| Osteotomia proximal da tíbia no tratamento da artrose |
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INTRODUÇÃO O joelho é uma das articulações mais acometidas, provavelmente porque além de ser uma articulação de carga, apresenta frequentemente deformidades de alinhamento, o que reconhecidamente é um fator desencadeante e de pior prognóstico para a osteoartrose. Dentre as deformidades de alinhamento do joelho, a mais comum é o genovaro, alteração que geralmente incorre em osteoartrose no compartimento medial do joelho, manifestada por dor, deformidade, e perda da amplitude de movimento.
A osteotomia proximal da tíbia é reconhecida como procedimento cirúrgico efetivo para a melhora sintomática nos casos de osteoartrose (gonartrose). É utilizada principalmente nos casos acompanhados de deformidades angulares. Jackson, em 1958, foi o primeiro autor a descrever a osteotomia da tíbia como procedimento seguro e efetivo. Subseqüentemente, muitas técnicas cirúrgicas têm sido descritas. O êxito da osteotomia proximal da tíbia é diretamente relacionado ao planejamento pré operatório e a indicação adequada. Resultados satisfatórios são considerados quando obtemos: alívio da dor, causa básica da indicação cirúrgica. Diz-se que Qual o efeito mecânico desta cirurgia na distribuição da carga no joelho ? Os pacientes com um eixo do joelho normal (valgo normal = 5º a 7º) tem cerca de 60% do peso distribuído no compartimento interno e 40% no compartimento externo. Já os doentes com uma deformidade em varo (0º no eixo entre a coxa e perna) tem 80% da carga na região interna do joelho e 20% no externo. Nos doentes com 12º de valgo ( isto é a perna aponta para fora 12º no eixo entre o fêmur e a tíbia) terão 80% do peso no lado externo e 20% do lado interno.
Quando está indicada ? Em geral opta-se pela osteotomia somente em pacientes que apresentaem um grau avançado de artrose em um só compartimento, idade inferior a 60 anos com dor e mobilidade maior que 90º. Caso não seja realizado o realinhamento do membro inferior (osteotomia) esta artrose vai ter um agravamento progressivo. A cartilagem do lado interno vai diminuir progressivamente e a perna vai ficar arqueada (em varus), cada vez mais gasta e suportando cada vez mais peso. Existem controvérsias na literatura quanto à influência da presença de osteoartrose femoropatelar no prognóstico após osteotomia da tíbia. Alguns autores consideram que a presença de osteoartrose femoropatelar afeta muito pouco o prognóstico; entretanto, para outros autores sua presença tem grande influência. Técnica cirúrgica O tratamento cirúrgico da osteoartrose associada a mal-alinhamento do membro visa realinhar e transferir a carga do peso do corpo durante a marcha para o compartimento saudável, e desse modo, aumentar o tempo de vida da articulação. No entanto, a osteotomia só se popularizou nos Estados Unidos, com Coventry, nos anos 60. Hoje é uma cirurgia realizada com muito critério e cuidados em relação as suas indicações e resultados. Desde então, diversas técnicas cirúrgicas foram propostas e aperfeiçoadas. Existem cirurgias que visam a retirada de uma cunha óssea lateral, consequentemente valgizando o membro e cirurgias que visam a abertura de uma cunha medial (cunha de abertura). Ambas permitem mobilidade precoce decorrente de uma fixação estável, não permitem apoio (cerca de 6 semanas de apoio parcial) e apresentam uma pequena incidência de complicações.
Osteotomia com cunha de fechamento
Nessa osteotomia é realizada uma incisão na face lateral do joelho para permitir que o cirurgião vejaa extremidade superior da tíbia. Cuidado é tomado para proteger os nervos e vasos sanguíneos que viajam através da articulação do joelho. Uma vez que o osso da tíbia está exposta, dois cortes são feitos através da parte superior da tíbia em forma de cunha. O cirurgião utiliza os raios-X ou um intensificador de imagem (fluoroscópio) para se certificar de que a cunha está do tamanho certo e está localizada corretamente. O cirurgião retira a cunha e aproxima os dois lados da tíbia. Essa posição é mantida por uma placa com parafusos. Isso modifica o ângulo do membro inferior e ajuda a endireitar o alinhamento do joelho. Em geral a fixação realizada é rígida o suficiente para manter o membro sem imobilização no pós operatório. Mantêm-se o membro sem apoio por cerca de 6 semanas.
Osteotomia de cunha de abertura
Complicações Após a cirurgia O que acontece após a cirurgia?
A mobilidade articualr deve ser iniciada o mais breve possível. Este movimento é realizado para reduzir a rigidez, aliviar dor, evitar a formação de coágulos sanguíneos, e evitar a formação de tecido cicatricial extra dentro da articulação (artrofibrose). À medida que a sua condição clínica estabiliza, o terapeuta irá ajudá-lo também para um curto passeio usando muletas ou andador.
Reabilitação O que eu devo esperar durante a minha recuperação?
Você provavelmente irá retardar o apoio por cerca de seis semanas após a cirurgia para proteger o joelho. Seus pontos serão removidos em Durante o seu período de recuperação, você deve usar o seu andador ou muletas como instruído. Seu cirurgião fará um acompanhamento radiológico para ver quando o enxerto é seguro para você começar a colocar mais peso (apoio) quando você anda. Este é normalmente de seis a oito semanas após a cirurgia. Exercícios para fortalecer os grupos musculares, incluindo as nádegas, quadril, coxa, panturrilha e músculos. Resistência pode ser conseguida através de bicicleta ergométrica ou natação. Quando você está seguro em colocar integralmente peso através da perna, vários tipos de exercícios de equilíbrio pode ser escolhidos para continuar a reabilitação do joelho. O objetivo do terapeuta é ajudá-lo a melhorar a amplitude de movimento do joelho, maximizar resistência, e melhorar a sua capacidade de fazer suas atividades. Quando você estiver bem encaminhado, as consultas fisioterápicas serão encerradas mas, você se encarregará de fazer exercícios como parte de sua reabilitação domiciliar.
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