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A Clínica
A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.
| Instabilidade Rotuliana |
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DEFINIÇÃO Trata-se de uma instabilidade articular entre a patela e a tróclea (local do fêmur que articula com a patela). A instabilidade fêmoro-patelar (rotuliana) é uma das desordens mais freqüentes da articulação do joelho na adolescência. É mais frequentemente visto em meninas, segunda década e podem acometer um ou ambos joelhos.
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CAUSAS
A instabilidade fêmuro patelar pode ser originada por vários fatores, entre eles: encurtamento muscular posterior (ísquios tibiais), alterações do ângulo Q do joelho, valgo exagerado, enfraquecimento do vasto medial oblíquo, a patela alta e traumatismos. O grande segredo dessa patologia é descobrir e atuar especificamente nos fatores causais que geralmente são a má anatomia regional. Didaticamente dividimos os fatores da instabilidade em primários e secundários conforme a sua importância. São considerados fatores primários: displasia da tróclea, altura da patela, tipo de patela, TA-GT e displasia do quadríceps. Entre os onsiderados secundários citamos: genovalgo, genorecurvatum e anteversão femoral.
O mecanismo flexor é composto pelos ísquios tibiais (semitendinoso, semimembranoso e bíceps femoral). Esses músculos quando apresentam-se em tensão levam a uma diminuição do seu comprimento, com isso, os mesmos tracionarão a tíbia para posterior consequentemente aumentando a pressão femoro patelar.
Inspeção estática: Testes específicos: Zohlen, Rabot, Smille (apreensão): No teste da apreensão força-se a patela lateralmente associado a flexão do joelho. O paciente sente a sensação de que a patela irá deslocar-se lateralmente. Episódio este semelhante ao que o paciente sente nas atividade esportivas.
EXAME RADIOLÓGICO
A Tomografia Computadorizada (TC) especialmente se realizada pelo protocolo de Lyon fornece dados mais adequados que o Rx, portanto achamos necessário a realização pré operatória desse exame. Altura da patela
CLASSIFICAÇÃO A instabilidade rotuliana pode ser classificada em: potencial, objetiva e traumática. Diz-se potencial quando está articulação jamais concretizou um episódio de luxação. O paciente refere a sensação de uma luxação mas esta não ocorre. São casos de mais fácil tratamento e resultados mais concretos. Chama-se de objetiva a instabilidade que ao menos uma vez concretizou um episódio de luxação. Esses casos evidentemente são considerados mais graves pelo fato de geralmente apresentarem alterações anatômicas mais graves. Nos casos de luxação traumática devemos diagnosticar se existem alterações anatômicas que facilitaram a luxação ou se realmente foi um episódio traumático isolado.
TRATAMENTO O tratamento conservador é sempre a primeira escolha independente do grau de instabilidade. Este deverá concentrar-se no recrutamento do vasto medial oblíquo (componente do quadríceps), alongamento das estruturas posteriores (ísquio-tibiais), assim como evitar atividades que forcem a rotação externa da perna associado a flexão do joelho. Com o evoluir da patologia o paciente consegue raciocinar e evitar as atividades que predisponham essa instabilidade. Não existem exercícios específicos que se tenham revelado capazes de isolar o vasto medial obliquo. A extensão do joelho com rotação tibial interna, a adução do quadril com contração do quadríceps e a rotação externa do quadril com contração do quadríceps foram propostas coma intenção de isolar o VMO, porém não existe nenhuma prova de sua eficácia. Na maioria dos casos, o tratamento cirúrgico está reservado para os casos de instabilidade rotuliana objetiva. Esse tratamento baseia-se no que foi dito anteriormente, ou seja, procura-se restaurar a anatomia o mais próximo do normal. Alguns autores e médicos realizam a reconstrução do ligamento patelo femoral medial como gesto principal do procedimento, já outras escolar acham que deve ser realizada a medialização da tuberosidade tibial anterior associado a uma plastia do músculo vasto medial oblíquo. Diz-se que está cirurgia deve respeitar o que chamamos de “menu a La carte”, ou seja faz-se o que seja necessário para obter a estabilidade. Fontes: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/femoro_patelar.htm |






