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A Clínica
A clínica CEO realiza uma média de 3.000 cirurgias ortopédicas e traumatologicas a cada ano. Possui especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia. Está vinculada ao Instituto da Mão. Realiza seus procedimentos cirúrgicos no Complexo Hospitalar Santa Casa, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital Divina Providência.
| Fisioterapia é maior desafio na recuperação de cirurgias |
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Esforço é dolorido e tedioso, segundo relato publicado no "NY Times". Caitlin Kelly
Fisioterapia é parte essencial da cura após cirurgias (Foto: Brian Stauffer/NYT) Comecei a fazer fisioterapia aos 27 anos, depois de ter escorregado em uma calçada com neve de Montreal e rompido os ligamentos do meu tornozelo esquerdo. Fiz fisioterapia novamente, aos 42 e aos 43 anos, após uma cirurgia nos meus dois joelhos. Mais recentemente, operei meus dois ombros. Falta de conversa Os rituais são estranhamente e intimamente públicos. Pacientes de todas as idades, raças e níveis sociais compartilham a mesma sala, ampla e iluminada. Levantamos nossas pernas lado a lado em amplas camas. Esperamos na fila para os exercícios de puxar e a bicicleta de braços. Aprendemos uma nova linguagem e suas ferramentas: a tira, o bastão, as pinças. O dia-a-dia
Os rituais viram uma rotina, começando com uma almofada de aquecimento e estimulação dos nervos, terminando com a bênção confortante de uma bolsa de gelo. Aprendemos a ajustar nossas vidas em torno do inevitável, em torno da verdade fora de moda – a de que a cura dá trabalho e isso toma tempo. A camaradagem cresce à medida que pacientes comparam observações sobre as frustrações de terem de pedir ajuda para tarefas simples como vestir as próprias calças e abrir uma lata de sopa. As mulheres lastimam com o novo fato de que uma alça de sutiã pode pinçar um ombro em processo de cura como um cabo de aço. Lutando para conseguir completar até a mais simples das tarefas numa sala cheia de coleguinhas adultos e envergonhados. Quando vejo o maxilar de alguém trincar pelo esforço, imagino que um peso de Nunca esperei estabelecer um relacionamento de vários anos com meus fisioterapeutas, mas isso aconteceu. Eu gosto de Helen, Matt, Stephanie e Richard. Gosto mesmo. Só espero nunca vê-los novamente. Não tenho inveja do trabalho deles, esticando, balançando e manipulando nossas articulações para afrouxá-las e torná-las flexíveis. Isso já me deixou sem ar de tanta dor, algumas vezes até chorei. Não posso me imaginar infligindo dor intencionalmente, mas isso, como todo mundo aprende rapidamente, é uma parte inevitável da cura. Deve ser difícil para nossos fisioterapeutas nos animar em relação ao que, para nós, em outras circunstâncias, seriam conquistas infantis – quando obtemos novamente a capacidade de amarrar o sapato, andar reto numa sala ou jogar uma bola. Existe um lado positivo. Pelo fato de vermos nossos fisioterapeutas com tanta freqüência durante meses, passamos a conhecê-los, e eles a nós, de uma forma como nunca vamos conhecer nossos médicos. Passamos a saber onde eles moram e onde passam as férias, quem tem um novo cachorrinho em casa, quem tem um marido que mudou de emprego recentemente. Não é uma intimidade que escolhemos. Porém, tirados da nossa privacidade, das nossas vidas corridas, seja de forma relutante ou agradecida, caímos nas mãos fortes, habilidosas e preparadas dos fisioterapeutas.
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