Joelhos femininos

Mulheres, fiquem atentas com os seus joelhos! Estes são um dos pontos frágeis do corpo feminino. Existem diferenças anatômicas que diferenciam as patologias e sintomas entre homens e mulheres. Prova disso é o número cada vez mais alto de mulheres se queixando de dores na região. Até pouco tempo esportes competitivos eram exclusividade dos homens. Cada vez mais as mulheres estão conquistando seus espaços nessas atividades. As causas de dor no joelhos devem ser divididas em com ou sem trauma ou seja, lesões explicadas por alguma lesão anatômica ou lesões e dores devido a processos inflamatórios.

Uma das mais comuns causas de dor o joelho é a condromalácea ou, simplesmente, cartilagem mole. Mais comum no sexo feminino, a doença pode se instalar desde a adolescência até a meia idade.

A principal característica clínica da condromalácea é a dor anterior do joelho, principalmente nos movimentos de dobrar e esticar as pernas, como subir escadas e levantar da cadeiras. O fato da cartilagem ser avascular e aneural (ausência de sangue e sensibilidade), o motivo das dores é o processo inflamatório. Normalmente a condromalácea é causada por instabilidade e mau alinhamento da articulação femoro patelar, o que ocasiona uma hiperpressão lateral e uma hipopressão na faceta medial da patela. A hiperpressão ocasiona o desgaste e a hipopressão o amolecimento da cartilagem ( condromalácea ).

Talvez você esteja se perguntando: Será que fatores externos, como o tipo de sapato, o modo de andar, caminhadas muito longas ou o peso podem originar a doença? O médico responde que não. “Eles podem agravar, mas não originar a doença”, esclarece. Para quem tem condromalácea, os fatores mais prejudiciais são o excesso de peso e os exercícios inadequados. “Eles são grandes vilões das articulações! O spinning, por exemplo, feito sem orientação médica pode agravar o quadro”, avisa. O médico destaca, ainda, que o sedentarismo associado à obesidade também é um grande problema.
O tratamento para da condromalácea é o uso de antiinflamatórios via oral, fisioterapia e, posteriormente, exercícios de fortalecimento da musculatura da coxa, que oferece bons resultados como a melhora da dor e a total reabilitação do paciente. Mas devemos ter a consciência de que cada caso é um caso”. O médico lembra, também, que a cirurgia só é necessária em casos graves de instabilidade.

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